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Recentemente a Spyglass Entertainment fez uma proposta aos credores da MGM (que esta enfrentando sérios problemas financeiros) para assumir os débitos e reestruturar administrativamente o estúdio.

Vário analistas de Hollywood estão comentando que se o acordo for fechado, a Spyglass pretende priorizar O Hobbit e James Bond, que são os carros chefes do estúdio, mas que estão muito atrasados.

O atraso já causou o afastamento do diretor Guilhermo Del Toro (de O Labirinto do Fauno), mesmo após ele investir muito tempo e esforço no projeto: Ele chegou a se mudar para a Nova Zelândia para se dedicar exclusivamente ao filme.

Vamos torcer para o acordo sair antes de 15 de setembro, pois essa é a data limite para a falência do estúdio, e o fim do sonho de ver O Hobbit no cinema em breve.

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Lúthien Tinúviel, em ilustração de Ted Nasmith

A Inspiração de Tolkien

Personagens femininos são raros no universo criado por tolkien, o que talvez seja um reflexo da época em que ele concebeu as histórias. Pode-se dizer que Tolkien criou pelo menos dois personagens de extrema importância: Lúthien Tinúviel e Arwen Undómiel (escreverei sobre ela em outro post).

Lúthien é uma princesa élfica Sindarin (de descendência Telerin), filha única de Elu Thingol, rei de Doriath, e de Melian uma Maia (raça divina dos Valar), e foi bisavó de Elrond o meio-elfo rei de Rivendell.

O romance de Lúthien com Beren talvez seja a história mais importante do Silmarillion, acontecida durante a Primeira Era. Até mesmo durante o fim da Terceira Era (onde acontece a Guerra do Anel) ela é relembrada por personagens como Aragorn entre outros.

Tolkien inspirou-se na sua esposa Edith Bratt para criar a história de Lúthien e Beren, o grande amor da sua vida. Quando Edith morreu, Tolkien escreveu para seu filho:

[…]o cabelo dela era preto e sedoso, a pele clara, os olhos mais brilhantes do que os que vocês viram, e sabia cantar… e dançar. Mas a história estragou-se, e eu fiquei para trás, e não posso suplicar perante o inexorável Mandos.[…]

Edith Bratt

No túmulo de Tolkien e Edith está escrito sob os seus nomes Lúthien e Beren, sendo que o próprio Tolkien escolheu o epitáfio:

É breve e simples [o epitáfio], a não ser por Lúthien, que tem para mim mais significado do que uma imensidão de palavras, pois ela era (e sabia que era) a minha Lúthien […] Nunca chamei Edith de Lúthien, mas foi ela a fonte da história que, a seu tempo, se tornou parte de O Silmarillion.

Túmulo de Tolkien e Edith, com a referência à Lúthien e Beren.

A Lenda de Lúthien e Beren (de acordo com o Silmarillion)

Descrita como a Estrela da Manhã pelos elfos, um termo que significa que foi a mais bela entre os mais nobre elfos. Em contraste, Arwen Undómiel foi conhecida como Estrela do Anoitecer, em parte pela sua beleza comparável à de Lúthien e em parte devido ao ocaso da raça dos elfos.

Ela se apaixonou por Beren, um homem (Edain) da Casa de Bëor. Eles se encontraram pela primeira vez na floresta de Neldoreth, no reino protegido de Doriath, onde uma barreira conhecida como Cinturão de  Melian – formada pelo poder da mãe Maia de Lúthien – impedia a entrada de qualquer um que não fosse autorizado. A relação deles estava condenada desde o início, devido à linhagem real e divina de Lúthien enquanto Beren era um simples homem mortal fugindo do Senhor Escuro Morgoth além de ser um fora da lei, sem pai e exilado pela sua própria raça.

Thingol não aceitou a união deles, apesar de Melian não se opor, e para se livrar de Beren ele definiu uma missão impossível como condição para o casamento: Beren deveria trazer para ele umas das Silmarils da coroa de ferro do Senhor da Escuridão Morgoth!

Lúthien teve uma visão de Beren aprisionado nos poços do Senhor dos Lobos, e pediu para sua mãe contar o que realmente aconteceu com Beren, que para sua tristesa foi confirmado que ele estava cativo nos calabouços de Sauron, o Regente do Senhor da Escuridão.  Por causa disso Lúthien decidiu que ela deveria ir sauvá-lo e enfrentar pessoalmente Sauron.

Ela contou suas intenções para seu amigo Daeron, que ficou muito preocupado e contou para o rei Thingol. Este resolveu aprisionar a própria filha para impedi-la de tal loucura.

Lúthien foge da casa na árvore, em ilustração de Ted Nasmith.

Mas Lúthien era filha de uma Maia, e como tal possuía poderes mágicos. Ela conseguiu fugir, mas no caminho acabou sendo encontrada por Huan, o cão de caça de Valinor, sendo levada parao seu mestre Celegorm e seu irmão Curufin. Celegorm acabou se apaixonando por Lúthien, e planejava força-la a se casar com ele escondendo essa sua intenção.  Fingindo-se de amigo ela a convenceu a segui-los para Nargothrond. Chegando lá ela a fez prisioneira, e a proibiu de falar com qualquer um além dos dois irmãos. Celegorm ambicionava obter o estatus da família de Thingol, e não perderia essa oportunidade, além de casar com a mulher mais bela do mundo.

Huan que foi o ¨Maior lobos de todos¨ se apiedou de Lúthien, e decidiu se rebelar contra seu mestre. A ele foi permitido falar com palavras apenas três vezes, e uma vez que assim fizesse ele morreria. Apesar disso ele a aconselhou com palavras e juntos eles escaparam de Nargothrond.

Lúthien e Huan

Eles então chegaram à Ilha de Sauron. Então ela começou a cantar para Beren, e ele respondeu ao seu chamado, mesmo imaginando que era apenas a sua imaginação devido a tristesa de perdê-la.

Sauron ouvindo que Lúthien estava lá e sabendo da fama de sua beleza, se encheu de malícia, desejando fazê-la prisoneira para Morgoth, seu mestre, para que ele se divertisse com ela. Ele enviou lobo após lobo para matar Huan, que derrotou todos. Após isso ele enviou o poderoso lobisomen Draugluin, que também foi derrotado por Huan. Então ele decidiu enfrentar Huan pessoalmente, cheio de confiança que ele finalmente mataria o famoso Cão dos Valar ele se transformou no mais poderoso lobisomem que já existiu. Huan vacilou e se afastou, mas Lúthien permaneceu para enfrentá-lo.

Sauron avançou para cima de Lúthien, mas ela levantando uma dobra de sua capa encantada o acertou, desorientando-o e então permitindo que Huan o atacasse. Os dois lutaram por muito tempo, e Huan acabou vencendo apesar de Sauron tomar muitas formas. Finalmente Lúthien ordenou que ele se rendesse ou tivesse o seu corpo destruído pela fúria de Huan. Sauron desistiu das chaves da torre, e se transformou em um odioso vampiro, antes de fugir na noite estrelada, envergonhado e derrotado.

Lúthien e Morgoth, por Luca Michelucci.

Então Lúthien tomou controle da ilha, e com seus poderes destruiu a torre e libertou os prisioneiros. Lúthien encontrou Beren caído ao lado do corpo de Felagund, e pensou que estivesse morto. Mas ele acordou ao nascer do sol, e viu seu amor ali com ele. Eles enterraram Felagund na ilha, Huan retornou a seu mestre Celegorm.

Beren pediu para Lúthien retornar aos seus pais, pois não achava digno que uma pessoa tão nobre como ela vivesse na pobreza em uma floresta, como se fosse uma bandida ou uma mulher mortal.  Eles acabaram reencontrando Celeborm, que estava envergonhado por ter sido expulso de Nargothrond devido ao acontecido anteriormente, e iniciou uma luta com Beren, Huan mais uma vez abandonou seu mestre, e lutou ao lado de Beren e Lúthien. Eles conseguiram inicar uma fuga, mas Curufin armou um tiro com seu arco em Lúthien. Beren nesse momento pulou na frente da flecha e recebeu o disparo. Huan caçou os irmãos até que eles desaparecessem, e retornou para Lúthien. Pela mágica de Luthien Beren rescuscitou, que esperou ela dormir para entregá-la aos cuidados de Huan enquanto ele empreenderia a jornada a Angband, em busca da Silmaril da coroa de Morgoth.

Quando Lúthien acordou e viu que ele tinha partido, correu atrás de Beren. Quando eles chegaram em Angband, assumiram a forma de Thuringwethil, o vampiro servo de Morgoth e Drauglin o Lobisomem. Ela deu a Beren a pele de um grande Lobisomem, e disfarçados dessa forma eles entraram em Angband. Nos portões, no entanto, Carcharoth, um incrível lobisomem os confrontou. Lúthien utilizando de seu poder fez com que ele caísse eu um sono profundo. Juntos eles chegaram até o trono de Morgoth, mas o Senhor da Escuridão conseguiu enchergar através de seus disfarces.

Beren na pele de Draugluin e Luthien na de Thuringwethil, o vampiro e mensageiros de Sauron, por Ted Nasmith.

Lúthien então começou a cantar e toda a corte de Morgoth e inclusive Beren caíram em um profundo sono. Aproveitando-se disso ela saltou no ar e atirou sua capa encantada sobre os olhos de Morgoth, protegendo Beren e a si mesma dele. Ela acordou Beren, que cortou a Silmaril da coroa de Morgoth usando a Angrist (a adaga feita pelo grande Fëanor, que Beren tomou de Curufin) ele retirou a Silmaril da coroa de ferro de Morgoth. Mas não contente com uma Silmaril ele tentou tirar todas as três, e ao tentar tirar outra a lâmina se quebrou, acertando o Morgoth e o acordando.

Então eles fugiram, com um exército inteiro de servos de Morgoth atrás deles. Ao chegarem aos portões de Angband, Carcharoth os atacou. Beren ao tentar proteger Lúthien, que estava enfraquecida, empurrou a Silmaril na face do lobisomem, o ameçando. O lobisomem então mordeu a mão inteira de Beren, engolindo a Silmaril. Em terror e dor ele fugiu, deixando Beren mortalmente ferido nos braços de Lúthien, com uma horda de servos de Angband no seu encalço.

As presas do lobisomem eram venenosas, e então Lúthien sugou o veneno com seus lábios, e com seu já enfraquecido poder tentou salvá-lo.

Quando tudo já parecia perdido, as águias de Manwë vieram e os carregaram para o céu, longe da horda de Angband. Eles foram até o encontro de Huan, e este os levou para o reino de Doriath, deixando-os no chão.

Lúthien aguardou até Beren se curar, então juntos ele entraram em Doriath, até o rei Thingol. Beren disse que a quest foi cumprinda, e que ele segurou a Silmaril em sua mão, mas quando Thingol exigiu vê-la, ele mostrou apenas o toco de sua mão. Ao ouvir toda história Thingol percebeu que Beren estava acima de qualquer homem mortal, por causa disso ele permitiu a união deles, os casando no mesmo dia perante o seu trono.

Entretanto, Carcharoth estava dizimando toda os seres vivos na fronteira de Doriath, em uma loucura produzida pela Silmaril em seu estômago. Então Beren, Thingol, Huan, Mablung dos Mãopesadas e Beleg Arcoforte sairam com outros elfos para derrotar a fera. Beren então foi atacado pela besta, Huan saltou para defendê-lo e matou a fera, mas morreu devido a ferimentos mortais, com seu amigo Beren ao seu lado também ferido mortalmente.

Beren foi carregado até Doriath, onde morreu nos braços de Lúthien, após ela ter prometido a ele que o esperaria além do grande mar, após a vida.

Lúthien sofreu muito, e morreu devido a esse sofrimento, indo parar nos Salões de Mandos, onde os espírito dos mortos aguardam para reembarcar para Valinor (se forem Elfos) ou partem do círculo desse mundo (se Homens). Ali ela cantou uma canção de pesar perante Mandos, o Senhor dos Mortos e Mandos sentiu piedade pela primeira e única vez. Como resultado ele invocou Beren das profundezas das moradas dos mortos, e o espírito de Lúthien reencontrou Beren mais uma vez. Lúthien sabia que essa seria seu encontro final, pois Beren não poderia mais permanecer na terra além de seu tempo, e ela teria vida eterna em Valinor. Mandos  consultou Manwë, o Rei de Arda, e como ele não podia mudar o destino dos homens, apresentou a Lúthien a possibilidade dela viver como imortal em Valinor onde esqueceria todo sofrimento, mas sem Beren, ou então o retorno à Terra-Média com Beren, mas como mortal, aceitando o destino dos homens e o que os espera além dos circulos do mundo após a morte deles. Ela escolheu essa última opção, se tornando uma mulher mortal.

Juntos eles retornaram para Doriath, que ficou feliz ao ver a volta da filha. Mas Melian não podia mais olhar nos olhos de Lúthien, por ela ter desistido da sua imortalidade.

Eles então foram para Ossiriand como marido e mulher, onde tiveram seu filho Dior, também conhecido com Eluchíl, o herdeiro de Thingol.

Anos mais tarde, Thingol recebeu o famoso colar Nauglamír como um presente de Húrin por ter cuidado de sua família enquanto dele esteve aprisionado por Morgoth (o colar foi encontrado por Húrin nas ruinas de Nargotrhond, após a saida do dragão Glaurund). Thingol desejava unir Nauglamír (a mais impressionante e obra de arte dos anões) com a Silmaril que Beren conseguiu obter, assim unindo o melhor da arte élfica com a anã. Para isso ele recrutou os melhores artesãos anões da cidade de Nogrod, que conseguiram uní-las. Mas os anões ficaram tão impressionados com a beleza da jóia, e movidos pela cobiça, exigiram que Thingol a entregasse a eles. Thingol ficou revoltado com eles e ordenou que deixassem seu reino sem pagamento algum, os insultando. Os anões mataram Thingol, o que causou o rompimento do Cinturão de Proteção de Melian. Com isso Doriath foi saqueada pelos anões de Nogrod.

Mas Beren e um exército de Elfos e Ents conseguiram emboscar os anões no caminho de volta para Nogrod. A maior parte do tesouro de Thingol caiu no rio Ascar, mas Beren conseguiu recuperar Nauglamír, que agora continha a Silmaril.

Beren e Lúthien ficaram com Nauglamír até o fim das suas vidas. Dizia-se que a beleza de Lúthien combinada com a de Nauglamír e a Silmaril fez com que sua terra Tol Galen se tornasse a mais bela ao leste de Valinor. Mas a beleza da jóia de de Lúthien foi tão grande que até mesmo acelerou o fim deles, pois mortais não poderiam suportar por muito tempo tal beleza.

Lúthien e Beren encontraram seu fim na verdejante Ossiriand na época do nascimento do seu neto.

O filho deles Dior Elúchil recebeu Nauglamír com a Silmaril como herança, mas os Elfos filhos de Fëanor, motivados pela sua maldição saquearam Doriath assassinando Dior e sua esposa Nimloth. Mas a filha de Dior, Elwing, conseguiu fugir com Nauglamír para as Bocas do Sirion (a região mais ao sul de Beleriand).

Os Elfos filhos de Fëanor nunca desistiram de obter a Silmaril, e foram atrás de Elwing que atirou-se ao mar com Nauglamír. Ulmo salvou Elwing e a Silmaril mas, Nauglamír perdeu-se para sempre no mar.

Elwing, e o incerto destino da Silmaril.

A história da Silmaril nunca foi concluída por Tolkien, apresentando-se como uma das partes mais complicadas de toda a sua obra. Christopher Tolkien acrescentou alguns pontos à história, baseando-se apenas em suposições e algumas notas manuscritas sobre o trabalho do pai.

Elrond de Rivendell e Arwen são descendentes de Lúthien enquanto Aragorn é um descendente de Elros, um irmão de Elrond. De acordo com a lenda suas linhagens jamais serão interrompidas.

O Leão símbolo da MGM. (Estaria ele prestes a ficar mudo?)

A MGM, que detém os direitos de O Hobbit para o cinema, está com sérios problemas financeiros.
Recentemente foi anunciado que a empresa pediria concordata até setembro deste ano, o que invialibilizaria filmes com James Bond e O Hobbit.
O New York Times revelou no dia 10 de agosto que a Spyglass Entertainment está negociando o perdão de US$400 milhões de dívida da MGM junto a seus credores, desde que a Spyglass não fique com a maior parte dos lucros do cinema. Para a produtora o interessante seria assumir o controle sobre o acervo da MGM, que tem mais de 4 mil filmes e mais de 10.400 horas de programas de TV.
Mas existe outra produtora na disputa: a Summit Entertainment,  que produziu filmes como Crespúsculo e American Pie.
A descisão está a cargo dos credores, que tem até 15 de setembro para decidir. Caso não cheguem a um acordo a MGM fechará as portas depois de 83 anos, o que emudeceria o famoso símbolo do estúdio para sempre.
Vamoso torcer para que cheguem a um acordo!

Fonte:  New York Times

Mapas da Terra Média

Consultar um mapa da Terra Média é uma ótima forma de se localizar durante a leitura dos livros de Tolkien.
Existem vários feitos pelo próprio Tolkien, outros foram compilados pelo seu filho Christopher Tolkien, veja alguns:

Mapa da Terra Média como foi na Terceira Era (época da Guerra do Anel)
Região Oeste de Arda – Valinor e Númenor
Região Oeste de Arda
Mapa compilado por Christopher Tolkien das terras onde a história épica dos elfos aconteceu durante a Primeira Era da Terra Média (Beleriand).
Mapa detalhado do Condado – Compilado por Christopher Tolkien para o Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Mapa de Thror – Esse foi o mapa que guiou Bilbo e Thorin até a Porta Secreta, no lar de Smaug.
Foto de J.R.R. Tolkien de 1916, mas publicada apenas em 1992

Tolkien, no seu uniforme militar, em 1916

J.R.R. Tolkien com seu famoso cachimbo

John Ronald Reuel Tolkien nasceu em 3 de Janeiro de 1892  em Bloemfontein, África do Sul.
Foi um renomado escritor, professor universitário e filólogo britânico.
Mudou com os pais para a Inglaterra com 3 anos de idade,  onde desde pequeno demonstrou fascínio pela linguística, vindo a estudar Letras na Universidade de Exeter.
Lutou na Primeira Guerra Mundial, onde começou a escrever os primeiros rascunhos sobre o seu mundo de fantasia: A Terra Média, ou Arda.
Arda é um mundo complexo e cheio de vida, onde acontecem as histórias O Hobbit e O Senhor dos Anéis, e a mais importante de todas: O Silmarillion (apesar de ser esta a menos conhecida pelo público).
Considerado o pai da moderna Literatura Fantástica, sua obra vem influenciando gerações e hoje é muito popular no mundo todo.

Moinho de Sarehole, que serviu de inspiração para o Moinho de Hobbiton

Tolkien viveu sua infância em Sarehole, região rural de Birmingham, que serviu de inspiração para o famoso Condado, a terra dos Hobbits.
Sua infância foi muito influenciada pelos contos de fadas, ou Faërie, Belo Reino, como ele se referia ao mundo dos seres fantásticos.
Estudou grego, latim e línguas modernas como finlandês, que foi a base para criação do idioma élfico Quenya, e o galês, que foi base para outro idioma élfico, o Sindarin.


Texto em Quenya, escrito nos alfabetos Tengwar e Latino.

Depois do fim da guerra Tolkien se dedicou à vida acadêmica, tornando-se um dos mais respeitados filólogos (estudioso da língua) da história inglesa, sendo um dos criadores do New English Dictionary.

A idéia para o seu primeiro grande sucesso surgiu de forma curiosa:

¨Um dos alunos deixou uma das páginas em branco – possivelmente a melhor coisa que poderia ocorrer a um examinador – e eu escrevi nela: Em um buraco no chão vivia um hobbit, não sabia e não sei por quê.¨ – Tolkien

A partir dessa frase ele começou a escrever O Hobbit dois anos depois, mas abandonou o livro no meio.
Tolkien emprestou o manuscrito incompleto para a Reverenda Madre de Cherwell Edge na época, quando esta estava doente, e ele foi visto por Susan Dagnall, uma bacharel de Oxford , que trabalhava para Allen & Unwin (comprada em 1990 pela Editora Harper Collins) e analisado depois por Rayner Unwin (Filho de Stanley Unwin, fundador da Allen & Unwin, na época com 10 anos de idade) que ficou maravilhado pela história. Dagnall ficou tão encantada com o material que encorajou Tolkien para que ele terminasse o livro, e em 1937 é publicada a primeira edição de O Hobbit.

Depois do sucesso de O Hobbit, e antes da publicação d’O Senhor dos Anéis, os editores de Tolkien pediram uma continuação de O Hobbit e ele lhes enviou um rascunho d’O Silmarillion, (uma abrangente mas incompleta narrativa que descreve o universo da Terra Média) . Mas com um mal-entendido, o editor rejeitou o rascunho sem lê-lo completamente, e, como resultado disso, Tolkien começou a trabalhar no “A Long Expected Party” (Uma Festa Muito Esperada) o primeiro capítulo do que ele escreveu na época como “uma nova estória sobre Hobbits”, o que acabou virando O Senhor dos Anéis.

O Senhor dos Anéis (título original em inglês: The Lord of the Rings) começa como sequência de O Hobbit (The Hobbit), e logo se desenvolve numa história muito maior. Foi escrito entre 1937 e 1949, com muitas partes criadas durante a Segunda Guerra Mundial. Embora Tolkien tenha planejado realizá-lo em volume único, foi originalmente publicado em três volumes entre 1954 e 1955, e foi assim, em três volumes, que se tornou popular. Desde então foi reimpresso várias vezes e foi traduzido para mais de 40 línguas, somando os 3 livros publicados já venderam mais de 150 milhões de cópias, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX.

O Senhor dos Anéis foi adaptado para o cinema inicialmente numa animação de 1978, quando Ralph Bakshi produziu a primeira versão em desenho animado sobre o Senhor dos Anéis. A produção não foi um sucesso. Seguindo o enredo de A Sociedade do Anel e de As Duas Torres, devia ser dividido em duas partes. O desenho tinha muitos cortes e a qualidade da animação não era muito boa, mas serviu como uma alavanca para uma maior abrangência dos livros. Porém, mesmo e principalmente entre os fãs, nunca houve grande aceitação sobre essa animação. A outra parte, O Retorno do Rei, em 1980, foi um especial animado para a TV por Rankin-Bass, que tinha produzido uma versão similar a O Hobbit em 1977.

As locações do condado, na adaptação de Peter Jackson.

Em 1999, o diretor Peter Jackson resolveu adaptar O Senhor dos Anéis para o cinema. A trilogia foi filmada simultaneamente, e está entre os recordes de bilheteria, além de ter acumulado dezessete Oscars, 4 para o primeiro, 2 para o segundo e 11 para o terceiro.

Para mais informações confira:

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Você leu quais livros de J.R.R. Tolkien?

Fonte: Wikipédia