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Archive for the ‘Artigos’ Category

Hoje vou tentar explicar um pouco parte da confusão que é muito comum entre quem estuda a obra de Tolkien.
Primeiro vamos analisar o mapa apresentado no O Senhor dos Anéis no final da Terceira Era (clique para abrir em uma nova janela):

 

Agora vamos analisar o mapa da Primeira Era:

 

Confuso, não é? A razão para tal mudança é simples (e poderosa): A Guerra da Fúria (War of Wrath), a grande batalha do fim da Primeira Era, quando os Valar liberaram forças descomunais para derrotar Morgoth, o que acabou por devastar Beleriand, fazendo com que o mar engolisse grande parte das terras da Primeira Era.

Uma pequena parte da paisagem original resistiu à Fúria dos Valar, como as Ered Luin (ou Montanha Azuis). No mapa da Primeira Era essa cordilheira aparece como a fronteira leste de Beleriand, estendendo-se praticamente de norte a sul.

Na Terceira Era o mar praticamente chega ao pé dessas montanhas, e em uma parte ele invade mais ao leste formando a Golfo de Lhûn.

Essas terras ao oeste de Ered Luin eram conhecidas como terra dos Elfos Lindon (ou mais conhecidas como terras de Ossiriand), mas na Terceira Era sobrou apenas uma faixa estreita de terra a oeste das Montanhas Azuis:

Mas nem tudo a oeste do remanescente das terras de Lindon se perderam. Por exemplo, onde antes ficava a Colina de Himring, onde Maedhros, filho de Fëanor construiu sua fortaleza restou uma ilha que aparece nos mapas da Terceira Era.

Além do aspecto histórico isso é importante como uma referência entre as duas Eras, como mostrado na imagem comparativa abaixo:

Além de Himring, outras localidades sobreviveram ao fim da Primeira Era, como a Pedra da Infelicidade (Stone of Hapless) onde encontra-se o memorial de  Morwen, Túrin e Nienor, tornando-se outra ilha (Tol Morwen). Outras regiões aparecem nos Contos Inacabados: Tol Fuin (remanescentes das terras altas de Taur-nu-Fuin).

Cidades importantes como Gondolin, Nargothrond e Menegroth e outras localidades e fortalezas da Primeira Era foram todas destruídas na Guerra da Fúria, tornando-se apenas ruínas submersas na Terceira Era.

Fonte: The Encyclopedia of Arda

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Sir Christopher Lee recebe prêmio em reconhecimento por sua contribuição ao Heavy Metal

Christopher Frank Carandini Lee (88 anos) – ou Sir Christopher Lee, como é mais conhecido – é um dos atores mais importantes da história do cinema. Sua carreira inclui filmes memoráveis como: A Maldição de Frankenstein (1957), Dracula (1958), A Múmia (1959), O Cão dos Baskervilles (1959), e mais recentemente O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001), O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (2002), Star Wars II: O Ataque dos Clones (2002), Star Wars III: A Revanche dos Sith e Alice no País das Maravilhas (2010).

Sir Christopher Lee como Drácula.

O Homem da Pistola de Ouro, o primeiro filme de James Bond

Saruman em O Senhor dos Anéis

A minha cena preferida com Christopher Lee no filme O Senhor dos Anéis é a que foi excluída da versão dos cinemas e DVD, mostrando a morte de Saruman na Torre de Orthanc:

Peter Jackson nos conta que no dia da filmagem da cena começou a explicar a Lee que tipo de som ele deveria fazer ao ser esfaqueado, mas Lee o interrompeu e disse que já tinha uma idéia muito clara sobre o tipo de ruído que um homem faz ao ser esfaqueado, pois ao ter trabalhando no serviço secreto britânico na Segunda Guerra Mundial teve a oportunidade e esfaquear nazistas! Veja a entrevista:

É dono de uma das vozes mais fortes e marcantes do cinema,  comparável talvez apenas à James Earl Jones (que interpretou Darth Vader em Star Wars e Thulsa Doom em Conan).

O que poucos sabem é que Christopher Lee é um excelente cantor, tendo uma preferência declarada pelo gênero heavy metal, mais especificamente Symphonic Metal. Ele já gravou com a banda italiana Rhapsody of Fire, onde fez a narração nos álbum ¨Symphony of Enchanted Lands II – The Dark Secret¨ e ¨The Frozen Tears of Angels¨. Após isso a banda pediu que ele participasse cantando com eles. Isso aconteceu na música ¨The Magic of the Wizard Dreams¨, onde ele mostra todo seu talento e sua poderosa voz.

Recentemente ele gravou um album solo ¨Charlesmagne: By the Sword and the Cross¨, onde narra e canta a história de um dos maiores reis da história. De acordo com o Colégio Heráldico de Roma, Sir Christopher Lee é um descendente direto de Carlos Magno através de sua linhagem materna, os Carandinis. A escolha do tema foi uma homenagem a seu ancestral, que é conhecido como o Pai da Europa.
Um álbum conceitual, com letras originais no gênero Symphonic Metal.
Veja aqui mais informações e amostras grátis das músicas.

Recentemente Lee recebeu o prêmio Spirit of Hammer do Metal Hammer Golden Awards através das mãos de Tonny Lonni, a lenda do Black Sabbath e inventor do Heavy Metal, pela sua imensurável influência nos temas e no imaginário do Heavy Metal. Foi um dos momentos mais incríveis da história do rock.

Depois de se desculpar – demonstrando possuir o inconfundível humor britânico – com os ingleses pela sua interpretação apaixonada das linhas ¨I shed the blood of the Saxon men¨ (Eu derramei os sangue dos homens ingleses) em seu último trabalho,  Sir Christopher fez um discurso emocionado em frente a mais de 1500 fãs e mais de 300 membros da indústria do rock. Antes de deixar o palco ele disse ¨I will be leaving on my motorbike with a case of Jagermeister [beer] and several copies of Metal Hammer¨ (Eu vou partir em minha motocicleta com uma caixa de Jagermeister [marca de cerveja] e várias cópias de Metal Hammer¨.
Veja o vídeo onde ele é recebido como um verdadeiro ídolo pela multidão presente no evento:

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Maçãs de Iðunn que permitiam aos Deuses Nórdicos viver até o Ragnarök. J. Penrose, 1890.

A Mitologia Nórdica fascinou Tolkien durante toda a sua vida, e talvez tenha sido a principal inspiração para a criação de toda a Terra-Média.

Tolkien certa vez escrever para um amigo sobre o seu interesse sobre a mitologia, principalmente “na invenção mitológica, e no mistério da criação literária”. Em outro trecho da mesma carta ele comentou que “[a Inglaterra] não tem histórias próprias, não da qualidade que eu procuro, e encontro em lendas de outras terras”.

Muitos consideram com isso que Tolkien pretendia com seu trabalho sobre a Terra-Média criar uma mitologia para a Inglaterra, o que a julgar pela importância de seu trabalho, foi bem sucedido.

Tolkien se interessou muito mais pelos mitos nórdicos, as sagas da islândia, os ciclos finlandeses e a mitologia galesa, do que pelos mitos clássicos gregos e romanos. O primeiro contato que ele teve com este material foi ainda na escola King Edward’s entre 1910 e 1914, e ele sempre acreditou que as histórias eram importantes por si mesmas e não apenas como uma curiosidade acadêmica ou como fonte de significados obscuros.

Beowulf, o matador de dragões da escandinávia.

Tolkien mostrou claramente esse ponto de vista no seu brilhante ensaio “Beowulf: Os Monstros e a Crítica”. Nesse trabalho ele repreende os críticos do antigo poema épico Beowulf por terem perdido completamente o ponto ao reduzir os “elementos fantásticos” apenas a um relato histórico que retratava a sociedade Anglo-saxã, ignorando elementos importantes da narrativa. Ele mostrou que esse “elementos fantásticos” eram intrínsicos à história e que não poderiam ser ignorados, pois eram remanescentes de um passado, pedaços de crenças e uma cultura que eram essenciais para a história. Tolkien assim escreveu no ensaio “Beowulf: Os Monstros e a Crítica”:

“A dragon is no idle fancy. Whatever may be his origins, in fact or invention, the dragon in legend is a potent creation of men’s imagination, richer in significance than his barrow is in gold.” (Um dragão não é uma fantasia ociosa. Quaisquer que sejam suas origens, de fato ou invenção, o dragão da lenda é uma poderosa criação da imaginação de homens, a mais rica em significado do que o tesouro é rico em ouro.)

The Elder Edda

Assim, com essa paixão pelos mitos nórdicos, Tolkien trouxe esse conhecimento ao seu trabalho de ficção. Isso é mais evidente no O Hobbit, onde muitos dos nomes e eventos encontram formas equivalentes nessa mitologia, especialmente no mito cíclico escandinavo conhecido como The Elder Edda.

De fato, e para nossa surpresa, o nome de vários anões e até mesmo o nome do próprio Gandalf, aparece em uma parte ou outra do The Elder Edda!

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J.R.R. Tolkien, o Autor do Século - Tom Shippey

Muitos outros eventos de O Hobbit também estão profundamente enraizados na mitologia nórdica. Um famoso estudioso da obra de Tolkien, Tom Shippey, nota alguns desses paralelos em J.R.R. Tolkien: Autor do Século:

“[Tolkien] took fragments of ancient literature, expanded on their intensely suggestive hints of further meaning, and made them into coherent and consistent literature…” (AOTC pg. 35). ([Tolkien] tomou  fragmentos de literatura antiga, as expandiu em intensidade e significado e o fez em literatura consistente e coerente)

Mas o estudo da linguagem (filologia) desenvolvido por Tolkien também teve grande impacto na sua obra de ficção, e pode-se dizer que a mitologia e a filologia andaram sempre lado a lado.

Muito da mitologia que ele pesquisou na época até hoje não possui tradução para o inglês ou outra língua, e foi a dedicação e o profundo conhecimento que Tolkien tinha de idiomas antigos que permitiram tal feito, inclusive permitindo que ele desenvolvesse ainda mais seu conhecimento em filologia, do ponto de vista da evolução da linguagem.

Podemos concluir que tanto a filologia quanto a mitologia nórdica foram as grandes influências na obra de Tolkien. Foram a fonte onde ele estraiu esse universo maravilhoso e fantástico repleto de elfos, anões, orcs, trolls, magos e até mesmo hobbits.

Fonte: Tolkien Online e Wikipédia

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Quem foi J.R.R. Tolkien?

Foto de J.R.R. Tolkien de 1916, mas publicada apenas em 1992

Tolkien, no seu uniforme militar, em 1916

J.R.R. Tolkien com seu famoso cachimbo

John Ronald Reuel Tolkien nasceu em 3 de Janeiro de 1892  em Bloemfontein, África do Sul.
Foi um renomado escritor, professor universitário e filólogo britânico.
Mudou com os pais para a Inglaterra com 3 anos de idade,  onde desde pequeno demonstrou fascínio pela linguística, vindo a estudar Letras na Universidade de Exeter.
Lutou na Primeira Guerra Mundial, onde começou a escrever os primeiros rascunhos sobre o seu mundo de fantasia: A Terra Média, ou Arda.
Arda é um mundo complexo e cheio de vida, onde acontecem as histórias O Hobbit e O Senhor dos Anéis, e a mais importante de todas: O Silmarillion (apesar de ser esta a menos conhecida pelo público).
Considerado o pai da moderna Literatura Fantástica, sua obra vem influenciando gerações e hoje é muito popular no mundo todo.

Moinho de Sarehole, que serviu de inspiração para o Moinho de Hobbiton

Tolkien viveu sua infância em Sarehole, região rural de Birmingham, que serviu de inspiração para o famoso Condado, a terra dos Hobbits.
Sua infância foi muito influenciada pelos contos de fadas, ou Faërie, Belo Reino, como ele se referia ao mundo dos seres fantásticos.
Estudou grego, latim e línguas modernas como finlandês, que foi a base para criação do idioma élfico Quenya, e o galês, que foi base para outro idioma élfico, o Sindarin.


Texto em Quenya, escrito nos alfabetos Tengwar e Latino.

Depois do fim da guerra Tolkien se dedicou à vida acadêmica, tornando-se um dos mais respeitados filólogos (estudioso da língua) da história inglesa, sendo um dos criadores do New English Dictionary.

A idéia para o seu primeiro grande sucesso surgiu de forma curiosa:

¨Um dos alunos deixou uma das páginas em branco – possivelmente a melhor coisa que poderia ocorrer a um examinador – e eu escrevi nela: Em um buraco no chão vivia um hobbit, não sabia e não sei por quê.¨ – Tolkien

A partir dessa frase ele começou a escrever O Hobbit dois anos depois, mas abandonou o livro no meio.
Tolkien emprestou o manuscrito incompleto para a Reverenda Madre de Cherwell Edge na época, quando esta estava doente, e ele foi visto por Susan Dagnall, uma bacharel de Oxford , que trabalhava para Allen & Unwin (comprada em 1990 pela Editora Harper Collins) e analisado depois por Rayner Unwin (Filho de Stanley Unwin, fundador da Allen & Unwin, na época com 10 anos de idade) que ficou maravilhado pela história. Dagnall ficou tão encantada com o material que encorajou Tolkien para que ele terminasse o livro, e em 1937 é publicada a primeira edição de O Hobbit.

Depois do sucesso de O Hobbit, e antes da publicação d’O Senhor dos Anéis, os editores de Tolkien pediram uma continuação de O Hobbit e ele lhes enviou um rascunho d’O Silmarillion, (uma abrangente mas incompleta narrativa que descreve o universo da Terra Média) . Mas com um mal-entendido, o editor rejeitou o rascunho sem lê-lo completamente, e, como resultado disso, Tolkien começou a trabalhar no “A Long Expected Party” (Uma Festa Muito Esperada) o primeiro capítulo do que ele escreveu na época como “uma nova estória sobre Hobbits”, o que acabou virando O Senhor dos Anéis.

O Senhor dos Anéis (título original em inglês: The Lord of the Rings) começa como sequência de O Hobbit (The Hobbit), e logo se desenvolve numa história muito maior. Foi escrito entre 1937 e 1949, com muitas partes criadas durante a Segunda Guerra Mundial. Embora Tolkien tenha planejado realizá-lo em volume único, foi originalmente publicado em três volumes entre 1954 e 1955, e foi assim, em três volumes, que se tornou popular. Desde então foi reimpresso várias vezes e foi traduzido para mais de 40 línguas, somando os 3 livros publicados já venderam mais de 150 milhões de cópias, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX.

O Senhor dos Anéis foi adaptado para o cinema inicialmente numa animação de 1978, quando Ralph Bakshi produziu a primeira versão em desenho animado sobre o Senhor dos Anéis. A produção não foi um sucesso. Seguindo o enredo de A Sociedade do Anel e de As Duas Torres, devia ser dividido em duas partes. O desenho tinha muitos cortes e a qualidade da animação não era muito boa, mas serviu como uma alavanca para uma maior abrangência dos livros. Porém, mesmo e principalmente entre os fãs, nunca houve grande aceitação sobre essa animação. A outra parte, O Retorno do Rei, em 1980, foi um especial animado para a TV por Rankin-Bass, que tinha produzido uma versão similar a O Hobbit em 1977.

As locações do condado, na adaptação de Peter Jackson.

Em 1999, o diretor Peter Jackson resolveu adaptar O Senhor dos Anéis para o cinema. A trilogia foi filmada simultaneamente, e está entre os recordes de bilheteria, além de ter acumulado dezessete Oscars, 4 para o primeiro, 2 para o segundo e 11 para o terceiro.

Para mais informações confira:

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Fonte: Wikipédia

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