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Archive for agosto \24\UTC 2010

Sir Christopher Lee recebe prêmio em reconhecimento por sua contribuição ao Heavy Metal

Christopher Frank Carandini Lee (88 anos) – ou Sir Christopher Lee, como é mais conhecido – é um dos atores mais importantes da história do cinema. Sua carreira inclui filmes memoráveis como: A Maldição de Frankenstein (1957), Dracula (1958), A Múmia (1959), O Cão dos Baskervilles (1959), e mais recentemente O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001), O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (2002), Star Wars II: O Ataque dos Clones (2002), Star Wars III: A Revanche dos Sith e Alice no País das Maravilhas (2010).

Sir Christopher Lee como Drácula.

O Homem da Pistola de Ouro, o primeiro filme de James Bond

Saruman em O Senhor dos Anéis

A minha cena preferida com Christopher Lee no filme O Senhor dos Anéis é a que foi excluída da versão dos cinemas e DVD, mostrando a morte de Saruman na Torre de Orthanc:

Peter Jackson nos conta que no dia da filmagem da cena começou a explicar a Lee que tipo de som ele deveria fazer ao ser esfaqueado, mas Lee o interrompeu e disse que já tinha uma idéia muito clara sobre o tipo de ruído que um homem faz ao ser esfaqueado, pois ao ter trabalhando no serviço secreto britânico na Segunda Guerra Mundial teve a oportunidade e esfaquear nazistas! Veja a entrevista:

É dono de uma das vozes mais fortes e marcantes do cinema,  comparável talvez apenas à James Earl Jones (que interpretou Darth Vader em Star Wars e Thulsa Doom em Conan).

O que poucos sabem é que Christopher Lee é um excelente cantor, tendo uma preferência declarada pelo gênero heavy metal, mais especificamente Symphonic Metal. Ele já gravou com a banda italiana Rhapsody of Fire, onde fez a narração nos álbum ¨Symphony of Enchanted Lands II – The Dark Secret¨ e ¨The Frozen Tears of Angels¨. Após isso a banda pediu que ele participasse cantando com eles. Isso aconteceu na música ¨The Magic of the Wizard Dreams¨, onde ele mostra todo seu talento e sua poderosa voz.

Recentemente ele gravou um album solo ¨Charlesmagne: By the Sword and the Cross¨, onde narra e canta a história de um dos maiores reis da história. De acordo com o Colégio Heráldico de Roma, Sir Christopher Lee é um descendente direto de Carlos Magno através de sua linhagem materna, os Carandinis. A escolha do tema foi uma homenagem a seu ancestral, que é conhecido como o Pai da Europa.
Um álbum conceitual, com letras originais no gênero Symphonic Metal.
Veja aqui mais informações e amostras grátis das músicas.

Recentemente Lee recebeu o prêmio Spirit of Hammer do Metal Hammer Golden Awards através das mãos de Tonny Lonni, a lenda do Black Sabbath e inventor do Heavy Metal, pela sua imensurável influência nos temas e no imaginário do Heavy Metal. Foi um dos momentos mais incríveis da história do rock.

Depois de se desculpar – demonstrando possuir o inconfundível humor britânico – com os ingleses pela sua interpretação apaixonada das linhas ¨I shed the blood of the Saxon men¨ (Eu derramei os sangue dos homens ingleses) em seu último trabalho,  Sir Christopher fez um discurso emocionado em frente a mais de 1500 fãs e mais de 300 membros da indústria do rock. Antes de deixar o palco ele disse ¨I will be leaving on my motorbike with a case of Jagermeister [beer] and several copies of Metal Hammer¨ (Eu vou partir em minha motocicleta com uma caixa de Jagermeister [marca de cerveja] e várias cópias de Metal Hammer¨.
Veja o vídeo onde ele é recebido como um verdadeiro ídolo pela multidão presente no evento:

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A Busca por Gollum

A Busca por Gollum - Poster do filme

A Busca por Gollum (The Hunt for Gollum) é um filme independente feito por fãs e para os fãs de O Senhor dos Anéis. É baseado na busca de Aragorn por Gollum, história situada antes do início da Guerra do Anel.

A Busca por Gollum

A obra de Tolkien compõe um universo ríquissimo, cheio de linguagens, histórias e cultura. No início de A Sociedade do Anel, no capítulo ¨A Sombra do Passado¨, o mago Gandalf nos explica parte da história do anel e da busca por Gollum:

“Os elfos da floresta o seguiram primeiro, mas nunca o pegaram. A floresta estava cheia de rumores sobre ele, terríveis histórias… de um fantasma que bebia sangue. Ele subia em árvores para encontrar ninhos, penetrou em tocas para pegar os jovens, atravessou as janelas para encontrar berços. No entanto, depois de eu ter desistido da perseguição, Gollum foi encontrado. Aragorn voltou de grandes perigos trazendo o miserável com ele. “

Baseado nesse fragmento de história, a obra de Chris Bouchard The Hunt for Gollum, resultou em um admirável trabalho de cinema independente.

Arwen

Filmado com apenas US$5.000, Chris Bouchar conseguiu algo que até mesmo Peter Jackson teve dificuldades em sustentar: Quarenta minutos de suspense cinematográfico intenso e sem trégua. Produzido com apenas um pequeno trecho escrito por Tolkien, resultou num filme deslumbrante, uma produção impressionante e em desempenhos artísticos notáveis.

Situando-se como uma ¨prequel¨ (história anterior) da trilogia de O Senhor dos Anéis, o filme se inicia na taverna O Poney Saltitante, onde Aragorn (interpretado por Adrian Webster) e Gandalf (Patrick O´Connor) sentados em um canto escuro e preocupados com uma ameaça:

Aragorn: Os rangers dobraram a guarda, ainda é seguro?

Gandalf: Sim, o inimigo ainda não sabe que o anel foi encontrado. Mas eu cometi um erro grave… que diz respeito ao antigo dono do Anel.

Aragorn: Gollum?

Gandalf: Ele saiu de sua caverna, e sua mente está decidida a recuperá-lo.

Aragorn: Gollum sabe, não é? A localização do Anel?

Gandalf: Sim, o tolo hobbit revelou o seu nome.

Aragorn: Eu vou encontrá-lo.

Aragorn

O que se segue é a busca solitária de Aragorn pela trilha de Gollum através de Rhovanion até o vale do Anduin. Em uma sequência onde  o diretor Bouchard demonstra rara competência e habilidade artística a câmera foca uma poça d’água onde aparece o reflexo de Aragorn passando: um espetáculo de técnica e sensibilidade.

Cena de A Busca por Gollum

Assim que Aragor captura Gollum segue uma cena de ataque de um bando de Orcs, ao entardecer. Uma cena emocionante e espetacularmente coreografada. Cercado e sozinho, Aragor enfrenta corajosamente todos os orcs em uma luta sangrenta.

Trailher de Hunt For Gollum Teaser 2 de Independent Online Cinema no Vimeo.

O ator Adrian Webster está em cena em praticamente todos os 40 minutos do filme, e apesar de não ser nenhuma estrela de Hollywood como Viggo Mortensen (o Aragorn de O Senhor dos Anéis), ele consegue mostrar a profunda melancolia do exilado Aragorn – um homem abençoado e amaldiçoado ao mesmo tempo pela sua nobre linhagem, o fardo que ele carrega com dignidade e humildade.

Acima de tudo Webster mostra-se autêntico, assim como os outros atores no elenco, dos heróis aos vilões.

O figurino e a maquiagem é tão boa quanto a de grandes produções de Hollywood, é realmente impressionante como Bouchard consegue aproveitar cada centavo do diminuto orçamento!

Orc: maquiagem digna de Hollywood.

O personagem Gandalf é interpretado por igualmente talentoso e convincente ator, Patrick O’Connor, e talvez o único erro que Buchard comete nessa produção é não ter usado mais Gandalf na trama.

Apesar da beleza do filme, a atmosfera é bastante sombria, pois aqui não temos hobbits por perto para trazer alguma alegria ao filme.

Após a cena da luta com os Orcs, Aragorn rastreia e localiza Gollum, que estava escondido atrás de uma árvore:

Aragorn: Venha aqui, Gollum!

Gollum: Está vindo… está aqui.

Então um cavaleiro negro encapuçado de Mordor aparece repentimanamente na floresta, e o duelo entre Aragor e o espectro em um bosque escuro é material para um bom pesadelo.

Bouchard conduz a história de forma integrada e competente, e a última coisa que você quer é que o filme chegue ao fim.

Resumindo: A Busca por Gollum é um lindo presente, um filme sem fins lucrativos que qualquer um pode assistir gratuitamente em www.thehuntforgollum.com. É sem dúvida alguma resultado de um trabalho feito mais com amor  do que com dinheiro.

Quando perguntado sobre a sua inspiração, Bouchard respondeu: ¨Os filmes de Peter Jackson foram uma homenagem à Tolkien. A Busca por Gollum é uma homenagem à Jackson.¨

Sem dúvida o verdadeiro mago aqui é o diretor Buchard, que mostra frame após frame o cinema como uma das formas mais belas de arte.

Chris Buchard

Assista aqui o filme em HD com legendas em português (não esqueça de selecionar as legendas passando o mouse sobre a janela do filme!).

Fontes: Popmatters, Site Oficial.

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O humor do XKCD

O XKCD é um site de humor muito famoso na internet, responsável por tiras que mostram uma simplicidade artística amadora aliada a uma inteligência pouco comum de se ver hoje em dia na rede mundial de computadores.

O responsável pelas tiras é Randall Munroe, um físico que já trabalhou no centro de pesquisas robótica da NASA em Langley, Vírginia. O significado das letras XKCD é um mistério, ou talvez seja apenas mais uma brincadeira desse divertido nerd que alegra milhares de pessoas todas as segundas, quartas e sextas no mundo todo.

Como todo nerd que se preze, ele adora os filmes Star Wars, Star Trek e livros como os de Tolkien.

Veja as geniais tiras abaixo:

Sauron se inspira com a música de Beyoncé!

Gráfico mostrando a interação entre personagens ao longo da história.

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Maçãs de Iðunn que permitiam aos Deuses Nórdicos viver até o Ragnarök. J. Penrose, 1890.

A Mitologia Nórdica fascinou Tolkien durante toda a sua vida, e talvez tenha sido a principal inspiração para a criação de toda a Terra-Média.

Tolkien certa vez escrever para um amigo sobre o seu interesse sobre a mitologia, principalmente “na invenção mitológica, e no mistério da criação literária”. Em outro trecho da mesma carta ele comentou que “[a Inglaterra] não tem histórias próprias, não da qualidade que eu procuro, e encontro em lendas de outras terras”.

Muitos consideram com isso que Tolkien pretendia com seu trabalho sobre a Terra-Média criar uma mitologia para a Inglaterra, o que a julgar pela importância de seu trabalho, foi bem sucedido.

Tolkien se interessou muito mais pelos mitos nórdicos, as sagas da islândia, os ciclos finlandeses e a mitologia galesa, do que pelos mitos clássicos gregos e romanos. O primeiro contato que ele teve com este material foi ainda na escola King Edward’s entre 1910 e 1914, e ele sempre acreditou que as histórias eram importantes por si mesmas e não apenas como uma curiosidade acadêmica ou como fonte de significados obscuros.

Beowulf, o matador de dragões da escandinávia.

Tolkien mostrou claramente esse ponto de vista no seu brilhante ensaio “Beowulf: Os Monstros e a Crítica”. Nesse trabalho ele repreende os críticos do antigo poema épico Beowulf por terem perdido completamente o ponto ao reduzir os “elementos fantásticos” apenas a um relato histórico que retratava a sociedade Anglo-saxã, ignorando elementos importantes da narrativa. Ele mostrou que esse “elementos fantásticos” eram intrínsicos à história e que não poderiam ser ignorados, pois eram remanescentes de um passado, pedaços de crenças e uma cultura que eram essenciais para a história. Tolkien assim escreveu no ensaio “Beowulf: Os Monstros e a Crítica”:

“A dragon is no idle fancy. Whatever may be his origins, in fact or invention, the dragon in legend is a potent creation of men’s imagination, richer in significance than his barrow is in gold.” (Um dragão não é uma fantasia ociosa. Quaisquer que sejam suas origens, de fato ou invenção, o dragão da lenda é uma poderosa criação da imaginação de homens, a mais rica em significado do que o tesouro é rico em ouro.)

The Elder Edda

Assim, com essa paixão pelos mitos nórdicos, Tolkien trouxe esse conhecimento ao seu trabalho de ficção. Isso é mais evidente no O Hobbit, onde muitos dos nomes e eventos encontram formas equivalentes nessa mitologia, especialmente no mito cíclico escandinavo conhecido como The Elder Edda.

De fato, e para nossa surpresa, o nome de vários anões e até mesmo o nome do próprio Gandalf, aparece em uma parte ou outra do The Elder Edda!

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J.R.R. Tolkien, o Autor do Século - Tom Shippey

Muitos outros eventos de O Hobbit também estão profundamente enraizados na mitologia nórdica. Um famoso estudioso da obra de Tolkien, Tom Shippey, nota alguns desses paralelos em J.R.R. Tolkien: Autor do Século:

“[Tolkien] took fragments of ancient literature, expanded on their intensely suggestive hints of further meaning, and made them into coherent and consistent literature…” (AOTC pg. 35). ([Tolkien] tomou  fragmentos de literatura antiga, as expandiu em intensidade e significado e o fez em literatura consistente e coerente)

Mas o estudo da linguagem (filologia) desenvolvido por Tolkien também teve grande impacto na sua obra de ficção, e pode-se dizer que a mitologia e a filologia andaram sempre lado a lado.

Muito da mitologia que ele pesquisou na época até hoje não possui tradução para o inglês ou outra língua, e foi a dedicação e o profundo conhecimento que Tolkien tinha de idiomas antigos que permitiram tal feito, inclusive permitindo que ele desenvolvesse ainda mais seu conhecimento em filologia, do ponto de vista da evolução da linguagem.

Podemos concluir que tanto a filologia quanto a mitologia nórdica foram as grandes influências na obra de Tolkien. Foram a fonte onde ele estraiu esse universo maravilhoso e fantástico repleto de elfos, anões, orcs, trolls, magos e até mesmo hobbits.

Fonte: Tolkien Online e Wikipédia

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Recentemente a Spyglass Entertainment fez uma proposta aos credores da MGM (que esta enfrentando sérios problemas financeiros) para assumir os débitos e reestruturar administrativamente o estúdio.

Vário analistas de Hollywood estão comentando que se o acordo for fechado, a Spyglass pretende priorizar O Hobbit e James Bond, que são os carros chefes do estúdio, mas que estão muito atrasados.

O atraso já causou o afastamento do diretor Guilhermo Del Toro (de O Labirinto do Fauno), mesmo após ele investir muito tempo e esforço no projeto: Ele chegou a se mudar para a Nova Zelândia para se dedicar exclusivamente ao filme.

Vamos torcer para o acordo sair antes de 15 de setembro, pois essa é a data limite para a falência do estúdio, e o fim do sonho de ver O Hobbit no cinema em breve.

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Lúthien Tinúviel, em ilustração de Ted Nasmith

A Inspiração de Tolkien

Personagens femininos são raros no universo criado por tolkien, o que talvez seja um reflexo da época em que ele concebeu as histórias. Pode-se dizer que Tolkien criou pelo menos dois personagens de extrema importância: Lúthien Tinúviel e Arwen Undómiel (escreverei sobre ela em outro post).

Lúthien é uma princesa élfica Sindarin (de descendência Telerin), filha única de Elu Thingol, rei de Doriath, e de Melian uma Maia (raça divina dos Valar), e foi bisavó de Elrond o meio-elfo rei de Rivendell.

O romance de Lúthien com Beren talvez seja a história mais importante do Silmarillion, acontecida durante a Primeira Era. Até mesmo durante o fim da Terceira Era (onde acontece a Guerra do Anel) ela é relembrada por personagens como Aragorn entre outros.

Tolkien inspirou-se na sua esposa Edith Bratt para criar a história de Lúthien e Beren, o grande amor da sua vida. Quando Edith morreu, Tolkien escreveu para seu filho:

[…]o cabelo dela era preto e sedoso, a pele clara, os olhos mais brilhantes do que os que vocês viram, e sabia cantar… e dançar. Mas a história estragou-se, e eu fiquei para trás, e não posso suplicar perante o inexorável Mandos.[…]

Edith Bratt

No túmulo de Tolkien e Edith está escrito sob os seus nomes Lúthien e Beren, sendo que o próprio Tolkien escolheu o epitáfio:

É breve e simples [o epitáfio], a não ser por Lúthien, que tem para mim mais significado do que uma imensidão de palavras, pois ela era (e sabia que era) a minha Lúthien […] Nunca chamei Edith de Lúthien, mas foi ela a fonte da história que, a seu tempo, se tornou parte de O Silmarillion.

Túmulo de Tolkien e Edith, com a referência à Lúthien e Beren.

A Lenda de Lúthien e Beren (de acordo com o Silmarillion)

Descrita como a Estrela da Manhã pelos elfos, um termo que significa que foi a mais bela entre os mais nobre elfos. Em contraste, Arwen Undómiel foi conhecida como Estrela do Anoitecer, em parte pela sua beleza comparável à de Lúthien e em parte devido ao ocaso da raça dos elfos.

Ela se apaixonou por Beren, um homem (Edain) da Casa de Bëor. Eles se encontraram pela primeira vez na floresta de Neldoreth, no reino protegido de Doriath, onde uma barreira conhecida como Cinturão de  Melian – formada pelo poder da mãe Maia de Lúthien – impedia a entrada de qualquer um que não fosse autorizado. A relação deles estava condenada desde o início, devido à linhagem real e divina de Lúthien enquanto Beren era um simples homem mortal fugindo do Senhor Escuro Morgoth além de ser um fora da lei, sem pai e exilado pela sua própria raça.

Thingol não aceitou a união deles, apesar de Melian não se opor, e para se livrar de Beren ele definiu uma missão impossível como condição para o casamento: Beren deveria trazer para ele umas das Silmarils da coroa de ferro do Senhor da Escuridão Morgoth!

Lúthien teve uma visão de Beren aprisionado nos poços do Senhor dos Lobos, e pediu para sua mãe contar o que realmente aconteceu com Beren, que para sua tristesa foi confirmado que ele estava cativo nos calabouços de Sauron, o Regente do Senhor da Escuridão.  Por causa disso Lúthien decidiu que ela deveria ir sauvá-lo e enfrentar pessoalmente Sauron.

Ela contou suas intenções para seu amigo Daeron, que ficou muito preocupado e contou para o rei Thingol. Este resolveu aprisionar a própria filha para impedi-la de tal loucura.

Lúthien foge da casa na árvore, em ilustração de Ted Nasmith.

Mas Lúthien era filha de uma Maia, e como tal possuía poderes mágicos. Ela conseguiu fugir, mas no caminho acabou sendo encontrada por Huan, o cão de caça de Valinor, sendo levada parao seu mestre Celegorm e seu irmão Curufin. Celegorm acabou se apaixonando por Lúthien, e planejava força-la a se casar com ele escondendo essa sua intenção.  Fingindo-se de amigo ela a convenceu a segui-los para Nargothrond. Chegando lá ela a fez prisioneira, e a proibiu de falar com qualquer um além dos dois irmãos. Celegorm ambicionava obter o estatus da família de Thingol, e não perderia essa oportunidade, além de casar com a mulher mais bela do mundo.

Huan que foi o ¨Maior lobos de todos¨ se apiedou de Lúthien, e decidiu se rebelar contra seu mestre. A ele foi permitido falar com palavras apenas três vezes, e uma vez que assim fizesse ele morreria. Apesar disso ele a aconselhou com palavras e juntos eles escaparam de Nargothrond.

Lúthien e Huan

Eles então chegaram à Ilha de Sauron. Então ela começou a cantar para Beren, e ele respondeu ao seu chamado, mesmo imaginando que era apenas a sua imaginação devido a tristesa de perdê-la.

Sauron ouvindo que Lúthien estava lá e sabendo da fama de sua beleza, se encheu de malícia, desejando fazê-la prisoneira para Morgoth, seu mestre, para que ele se divertisse com ela. Ele enviou lobo após lobo para matar Huan, que derrotou todos. Após isso ele enviou o poderoso lobisomen Draugluin, que também foi derrotado por Huan. Então ele decidiu enfrentar Huan pessoalmente, cheio de confiança que ele finalmente mataria o famoso Cão dos Valar ele se transformou no mais poderoso lobisomem que já existiu. Huan vacilou e se afastou, mas Lúthien permaneceu para enfrentá-lo.

Sauron avançou para cima de Lúthien, mas ela levantando uma dobra de sua capa encantada o acertou, desorientando-o e então permitindo que Huan o atacasse. Os dois lutaram por muito tempo, e Huan acabou vencendo apesar de Sauron tomar muitas formas. Finalmente Lúthien ordenou que ele se rendesse ou tivesse o seu corpo destruído pela fúria de Huan. Sauron desistiu das chaves da torre, e se transformou em um odioso vampiro, antes de fugir na noite estrelada, envergonhado e derrotado.

Lúthien e Morgoth, por Luca Michelucci.

Então Lúthien tomou controle da ilha, e com seus poderes destruiu a torre e libertou os prisioneiros. Lúthien encontrou Beren caído ao lado do corpo de Felagund, e pensou que estivesse morto. Mas ele acordou ao nascer do sol, e viu seu amor ali com ele. Eles enterraram Felagund na ilha, Huan retornou a seu mestre Celegorm.

Beren pediu para Lúthien retornar aos seus pais, pois não achava digno que uma pessoa tão nobre como ela vivesse na pobreza em uma floresta, como se fosse uma bandida ou uma mulher mortal.  Eles acabaram reencontrando Celeborm, que estava envergonhado por ter sido expulso de Nargothrond devido ao acontecido anteriormente, e iniciou uma luta com Beren, Huan mais uma vez abandonou seu mestre, e lutou ao lado de Beren e Lúthien. Eles conseguiram inicar uma fuga, mas Curufin armou um tiro com seu arco em Lúthien. Beren nesse momento pulou na frente da flecha e recebeu o disparo. Huan caçou os irmãos até que eles desaparecessem, e retornou para Lúthien. Pela mágica de Luthien Beren rescuscitou, que esperou ela dormir para entregá-la aos cuidados de Huan enquanto ele empreenderia a jornada a Angband, em busca da Silmaril da coroa de Morgoth.

Quando Lúthien acordou e viu que ele tinha partido, correu atrás de Beren. Quando eles chegaram em Angband, assumiram a forma de Thuringwethil, o vampiro servo de Morgoth e Drauglin o Lobisomem. Ela deu a Beren a pele de um grande Lobisomem, e disfarçados dessa forma eles entraram em Angband. Nos portões, no entanto, Carcharoth, um incrível lobisomem os confrontou. Lúthien utilizando de seu poder fez com que ele caísse eu um sono profundo. Juntos eles chegaram até o trono de Morgoth, mas o Senhor da Escuridão conseguiu enchergar através de seus disfarces.

Beren na pele de Draugluin e Luthien na de Thuringwethil, o vampiro e mensageiros de Sauron, por Ted Nasmith.

Lúthien então começou a cantar e toda a corte de Morgoth e inclusive Beren caíram em um profundo sono. Aproveitando-se disso ela saltou no ar e atirou sua capa encantada sobre os olhos de Morgoth, protegendo Beren e a si mesma dele. Ela acordou Beren, que cortou a Silmaril da coroa de Morgoth usando a Angrist (a adaga feita pelo grande Fëanor, que Beren tomou de Curufin) ele retirou a Silmaril da coroa de ferro de Morgoth. Mas não contente com uma Silmaril ele tentou tirar todas as três, e ao tentar tirar outra a lâmina se quebrou, acertando o Morgoth e o acordando.

Então eles fugiram, com um exército inteiro de servos de Morgoth atrás deles. Ao chegarem aos portões de Angband, Carcharoth os atacou. Beren ao tentar proteger Lúthien, que estava enfraquecida, empurrou a Silmaril na face do lobisomem, o ameçando. O lobisomem então mordeu a mão inteira de Beren, engolindo a Silmaril. Em terror e dor ele fugiu, deixando Beren mortalmente ferido nos braços de Lúthien, com uma horda de servos de Angband no seu encalço.

As presas do lobisomem eram venenosas, e então Lúthien sugou o veneno com seus lábios, e com seu já enfraquecido poder tentou salvá-lo.

Quando tudo já parecia perdido, as águias de Manwë vieram e os carregaram para o céu, longe da horda de Angband. Eles foram até o encontro de Huan, e este os levou para o reino de Doriath, deixando-os no chão.

Lúthien aguardou até Beren se curar, então juntos ele entraram em Doriath, até o rei Thingol. Beren disse que a quest foi cumprinda, e que ele segurou a Silmaril em sua mão, mas quando Thingol exigiu vê-la, ele mostrou apenas o toco de sua mão. Ao ouvir toda história Thingol percebeu que Beren estava acima de qualquer homem mortal, por causa disso ele permitiu a união deles, os casando no mesmo dia perante o seu trono.

Entretanto, Carcharoth estava dizimando toda os seres vivos na fronteira de Doriath, em uma loucura produzida pela Silmaril em seu estômago. Então Beren, Thingol, Huan, Mablung dos Mãopesadas e Beleg Arcoforte sairam com outros elfos para derrotar a fera. Beren então foi atacado pela besta, Huan saltou para defendê-lo e matou a fera, mas morreu devido a ferimentos mortais, com seu amigo Beren ao seu lado também ferido mortalmente.

Beren foi carregado até Doriath, onde morreu nos braços de Lúthien, após ela ter prometido a ele que o esperaria além do grande mar, após a vida.

Lúthien sofreu muito, e morreu devido a esse sofrimento, indo parar nos Salões de Mandos, onde os espírito dos mortos aguardam para reembarcar para Valinor (se forem Elfos) ou partem do círculo desse mundo (se Homens). Ali ela cantou uma canção de pesar perante Mandos, o Senhor dos Mortos e Mandos sentiu piedade pela primeira e única vez. Como resultado ele invocou Beren das profundezas das moradas dos mortos, e o espírito de Lúthien reencontrou Beren mais uma vez. Lúthien sabia que essa seria seu encontro final, pois Beren não poderia mais permanecer na terra além de seu tempo, e ela teria vida eterna em Valinor. Mandos  consultou Manwë, o Rei de Arda, e como ele não podia mudar o destino dos homens, apresentou a Lúthien a possibilidade dela viver como imortal em Valinor onde esqueceria todo sofrimento, mas sem Beren, ou então o retorno à Terra-Média com Beren, mas como mortal, aceitando o destino dos homens e o que os espera além dos circulos do mundo após a morte deles. Ela escolheu essa última opção, se tornando uma mulher mortal.

Juntos eles retornaram para Doriath, que ficou feliz ao ver a volta da filha. Mas Melian não podia mais olhar nos olhos de Lúthien, por ela ter desistido da sua imortalidade.

Eles então foram para Ossiriand como marido e mulher, onde tiveram seu filho Dior, também conhecido com Eluchíl, o herdeiro de Thingol.

Anos mais tarde, Thingol recebeu o famoso colar Nauglamír como um presente de Húrin por ter cuidado de sua família enquanto dele esteve aprisionado por Morgoth (o colar foi encontrado por Húrin nas ruinas de Nargotrhond, após a saida do dragão Glaurund). Thingol desejava unir Nauglamír (a mais impressionante e obra de arte dos anões) com a Silmaril que Beren conseguiu obter, assim unindo o melhor da arte élfica com a anã. Para isso ele recrutou os melhores artesãos anões da cidade de Nogrod, que conseguiram uní-las. Mas os anões ficaram tão impressionados com a beleza da jóia, e movidos pela cobiça, exigiram que Thingol a entregasse a eles. Thingol ficou revoltado com eles e ordenou que deixassem seu reino sem pagamento algum, os insultando. Os anões mataram Thingol, o que causou o rompimento do Cinturão de Proteção de Melian. Com isso Doriath foi saqueada pelos anões de Nogrod.

Mas Beren e um exército de Elfos e Ents conseguiram emboscar os anões no caminho de volta para Nogrod. A maior parte do tesouro de Thingol caiu no rio Ascar, mas Beren conseguiu recuperar Nauglamír, que agora continha a Silmaril.

Beren e Lúthien ficaram com Nauglamír até o fim das suas vidas. Dizia-se que a beleza de Lúthien combinada com a de Nauglamír e a Silmaril fez com que sua terra Tol Galen se tornasse a mais bela ao leste de Valinor. Mas a beleza da jóia de de Lúthien foi tão grande que até mesmo acelerou o fim deles, pois mortais não poderiam suportar por muito tempo tal beleza.

Lúthien e Beren encontraram seu fim na verdejante Ossiriand na época do nascimento do seu neto.

O filho deles Dior Elúchil recebeu Nauglamír com a Silmaril como herança, mas os Elfos filhos de Fëanor, motivados pela sua maldição saquearam Doriath assassinando Dior e sua esposa Nimloth. Mas a filha de Dior, Elwing, conseguiu fugir com Nauglamír para as Bocas do Sirion (a região mais ao sul de Beleriand).

Os Elfos filhos de Fëanor nunca desistiram de obter a Silmaril, e foram atrás de Elwing que atirou-se ao mar com Nauglamír. Ulmo salvou Elwing e a Silmaril mas, Nauglamír perdeu-se para sempre no mar.

Elwing, e o incerto destino da Silmaril.

A história da Silmaril nunca foi concluída por Tolkien, apresentando-se como uma das partes mais complicadas de toda a sua obra. Christopher Tolkien acrescentou alguns pontos à história, baseando-se apenas em suposições e algumas notas manuscritas sobre o trabalho do pai.

Elrond de Rivendell e Arwen são descendentes de Lúthien enquanto Aragorn é um descendente de Elros, um irmão de Elrond. De acordo com a lenda suas linhagens jamais serão interrompidas.

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O Leão símbolo da MGM. (Estaria ele prestes a ficar mudo?)

A MGM, que detém os direitos de O Hobbit para o cinema, está com sérios problemas financeiros.
Recentemente foi anunciado que a empresa pediria concordata até setembro deste ano, o que invialibilizaria filmes com James Bond e O Hobbit.
O New York Times revelou no dia 10 de agosto que a Spyglass Entertainment está negociando o perdão de US$400 milhões de dívida da MGM junto a seus credores, desde que a Spyglass não fique com a maior parte dos lucros do cinema. Para a produtora o interessante seria assumir o controle sobre o acervo da MGM, que tem mais de 4 mil filmes e mais de 10.400 horas de programas de TV.
Mas existe outra produtora na disputa: a Summit Entertainment,  que produziu filmes como Crespúsculo e American Pie.
A descisão está a cargo dos credores, que tem até 15 de setembro para decidir. Caso não cheguem a um acordo a MGM fechará as portas depois de 83 anos, o que emudeceria o famoso símbolo do estúdio para sempre.
Vamoso torcer para que cheguem a um acordo!

Fonte:  New York Times

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