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Minha última aquisição foi este livro do talentoso desenhista Alan Lee.
Por US$23,10, é barato considerando a qualidade: Capa dura, papel de altíssima qualidade, 100% ilustrado, inclusive com ilustrações coloridas!
Para quem não conhece o Alan Lee, trata-se do principal ilustrador dos livros do Tolkien, e foi responsável pelo direcionamento estético  de vários outros artistas, inclusive os filmes de Peter Jackson.
Este livro é uma obra de referência linda que vai enriquecer muito qualquer biblioteca!
Comprei aqui, na Amazon.


Veja algumas das páginas:

Hoje vou tentar explicar um pouco parte da confusão que é muito comum entre quem estuda a obra de Tolkien.
Primeiro vamos analisar o mapa apresentado no O Senhor dos Anéis no final da Terceira Era (clique para abrir em uma nova janela):

 

Agora vamos analisar o mapa da Primeira Era:

 

Confuso, não é? A razão para tal mudança é simples (e poderosa): A Guerra da Fúria (War of Wrath), a grande batalha do fim da Primeira Era, quando os Valar liberaram forças descomunais para derrotar Morgoth, o que acabou por devastar Beleriand, fazendo com que o mar engolisse grande parte das terras da Primeira Era.

Uma pequena parte da paisagem original resistiu à Fúria dos Valar, como as Ered Luin (ou Montanha Azuis). No mapa da Primeira Era essa cordilheira aparece como a fronteira leste de Beleriand, estendendo-se praticamente de norte a sul.

Na Terceira Era o mar praticamente chega ao pé dessas montanhas, e em uma parte ele invade mais ao leste formando a Golfo de Lhûn.

Essas terras ao oeste de Ered Luin eram conhecidas como terra dos Elfos Lindon (ou mais conhecidas como terras de Ossiriand), mas na Terceira Era sobrou apenas uma faixa estreita de terra a oeste das Montanhas Azuis:

Mas nem tudo a oeste do remanescente das terras de Lindon se perderam. Por exemplo, onde antes ficava a Colina de Himring, onde Maedhros, filho de Fëanor construiu sua fortaleza restou uma ilha que aparece nos mapas da Terceira Era.

Além do aspecto histórico isso é importante como uma referência entre as duas Eras, como mostrado na imagem comparativa abaixo:

Além de Himring, outras localidades sobreviveram ao fim da Primeira Era, como a Pedra da Infelicidade (Stone of Hapless) onde encontra-se o memorial de  Morwen, Túrin e Nienor, tornando-se outra ilha (Tol Morwen). Outras regiões aparecem nos Contos Inacabados: Tol Fuin (remanescentes das terras altas de Taur-nu-Fuin).

Cidades importantes como Gondolin, Nargothrond e Menegroth e outras localidades e fortalezas da Primeira Era foram todas destruídas na Guerra da Fúria, tornando-se apenas ruínas submersas na Terceira Era.

Fonte: The Encyclopedia of Arda

Os números de 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog é fantástico!.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 1,900 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 5 747s cheios.

Em 2010, escreveu 9 novos artigos, nada mau para o primeiro ano! Fez upload de 123 imagens, ocupando um total de 25mb. Isso equivale a cerca de 2 imagens por semana.

O seu dia mais activo do ano foi 3 de dezembro com 48 visitas. O artigo mais popular desse dia foi Galeria de Imagens.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram facebook.com, google.com.br, twitter.com, search.babylon.com e google.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por tolkien, morgoth, jrr tolkien, j.r.r. tolkien e beleriand

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Galeria de Imagens agosto, 2010

2

Quem foi J.R.R. Tolkien? agosto, 2010
1 “Like” no WordPress.com,

3

A história de Lúthien e Beren agosto, 2010

4

Mapas da Terra Média agosto, 2010
2 comentários

5

A Mitologia Nórdica: Fonte de inspiração para Tolkien agosto, 2010

Sir Christopher Lee recebe prêmio em reconhecimento por sua contribuição ao Heavy Metal

Christopher Frank Carandini Lee (88 anos) – ou Sir Christopher Lee, como é mais conhecido – é um dos atores mais importantes da história do cinema. Sua carreira inclui filmes memoráveis como: A Maldição de Frankenstein (1957), Dracula (1958), A Múmia (1959), O Cão dos Baskervilles (1959), e mais recentemente O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001), O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (2002), Star Wars II: O Ataque dos Clones (2002), Star Wars III: A Revanche dos Sith e Alice no País das Maravilhas (2010).

Sir Christopher Lee como Drácula.

O Homem da Pistola de Ouro, o primeiro filme de James Bond

Saruman em O Senhor dos Anéis

A minha cena preferida com Christopher Lee no filme O Senhor dos Anéis é a que foi excluída da versão dos cinemas e DVD, mostrando a morte de Saruman na Torre de Orthanc:

Peter Jackson nos conta que no dia da filmagem da cena começou a explicar a Lee que tipo de som ele deveria fazer ao ser esfaqueado, mas Lee o interrompeu e disse que já tinha uma idéia muito clara sobre o tipo de ruído que um homem faz ao ser esfaqueado, pois ao ter trabalhando no serviço secreto britânico na Segunda Guerra Mundial teve a oportunidade e esfaquear nazistas! Veja a entrevista:

É dono de uma das vozes mais fortes e marcantes do cinema,  comparável talvez apenas à James Earl Jones (que interpretou Darth Vader em Star Wars e Thulsa Doom em Conan).

O que poucos sabem é que Christopher Lee é um excelente cantor, tendo uma preferência declarada pelo gênero heavy metal, mais especificamente Symphonic Metal. Ele já gravou com a banda italiana Rhapsody of Fire, onde fez a narração nos álbum ¨Symphony of Enchanted Lands II – The Dark Secret¨ e ¨The Frozen Tears of Angels¨. Após isso a banda pediu que ele participasse cantando com eles. Isso aconteceu na música ¨The Magic of the Wizard Dreams¨, onde ele mostra todo seu talento e sua poderosa voz.

Recentemente ele gravou um album solo ¨Charlesmagne: By the Sword and the Cross¨, onde narra e canta a história de um dos maiores reis da história. De acordo com o Colégio Heráldico de Roma, Sir Christopher Lee é um descendente direto de Carlos Magno através de sua linhagem materna, os Carandinis. A escolha do tema foi uma homenagem a seu ancestral, que é conhecido como o Pai da Europa.
Um álbum conceitual, com letras originais no gênero Symphonic Metal.
Veja aqui mais informações e amostras grátis das músicas.

Recentemente Lee recebeu o prêmio Spirit of Hammer do Metal Hammer Golden Awards através das mãos de Tonny Lonni, a lenda do Black Sabbath e inventor do Heavy Metal, pela sua imensurável influência nos temas e no imaginário do Heavy Metal. Foi um dos momentos mais incríveis da história do rock.

Depois de se desculpar – demonstrando possuir o inconfundível humor britânico – com os ingleses pela sua interpretação apaixonada das linhas ¨I shed the blood of the Saxon men¨ (Eu derramei os sangue dos homens ingleses) em seu último trabalho,  Sir Christopher fez um discurso emocionado em frente a mais de 1500 fãs e mais de 300 membros da indústria do rock. Antes de deixar o palco ele disse ¨I will be leaving on my motorbike with a case of Jagermeister [beer] and several copies of Metal Hammer¨ (Eu vou partir em minha motocicleta com uma caixa de Jagermeister [marca de cerveja] e várias cópias de Metal Hammer¨.
Veja o vídeo onde ele é recebido como um verdadeiro ídolo pela multidão presente no evento:

A Busca por Gollum

A Busca por Gollum - Poster do filme

A Busca por Gollum (The Hunt for Gollum) é um filme independente feito por fãs e para os fãs de O Senhor dos Anéis. É baseado na busca de Aragorn por Gollum, história situada antes do início da Guerra do Anel.

A Busca por Gollum

A obra de Tolkien compõe um universo ríquissimo, cheio de linguagens, histórias e cultura. No início de A Sociedade do Anel, no capítulo ¨A Sombra do Passado¨, o mago Gandalf nos explica parte da história do anel e da busca por Gollum:

“Os elfos da floresta o seguiram primeiro, mas nunca o pegaram. A floresta estava cheia de rumores sobre ele, terríveis histórias… de um fantasma que bebia sangue. Ele subia em árvores para encontrar ninhos, penetrou em tocas para pegar os jovens, atravessou as janelas para encontrar berços. No entanto, depois de eu ter desistido da perseguição, Gollum foi encontrado. Aragorn voltou de grandes perigos trazendo o miserável com ele. “

Baseado nesse fragmento de história, a obra de Chris Bouchard The Hunt for Gollum, resultou em um admirável trabalho de cinema independente.

Arwen

Filmado com apenas US$5.000, Chris Bouchar conseguiu algo que até mesmo Peter Jackson teve dificuldades em sustentar: Quarenta minutos de suspense cinematográfico intenso e sem trégua. Produzido com apenas um pequeno trecho escrito por Tolkien, resultou num filme deslumbrante, uma produção impressionante e em desempenhos artísticos notáveis.

Situando-se como uma ¨prequel¨ (história anterior) da trilogia de O Senhor dos Anéis, o filme se inicia na taverna O Poney Saltitante, onde Aragorn (interpretado por Adrian Webster) e Gandalf (Patrick O´Connor) sentados em um canto escuro e preocupados com uma ameaça:

Aragorn: Os rangers dobraram a guarda, ainda é seguro?

Gandalf: Sim, o inimigo ainda não sabe que o anel foi encontrado. Mas eu cometi um erro grave… que diz respeito ao antigo dono do Anel.

Aragorn: Gollum?

Gandalf: Ele saiu de sua caverna, e sua mente está decidida a recuperá-lo.

Aragorn: Gollum sabe, não é? A localização do Anel?

Gandalf: Sim, o tolo hobbit revelou o seu nome.

Aragorn: Eu vou encontrá-lo.

Aragorn

O que se segue é a busca solitária de Aragorn pela trilha de Gollum através de Rhovanion até o vale do Anduin. Em uma sequência onde  o diretor Bouchard demonstra rara competência e habilidade artística a câmera foca uma poça d’água onde aparece o reflexo de Aragorn passando: um espetáculo de técnica e sensibilidade.

Cena de A Busca por Gollum

Assim que Aragor captura Gollum segue uma cena de ataque de um bando de Orcs, ao entardecer. Uma cena emocionante e espetacularmente coreografada. Cercado e sozinho, Aragor enfrenta corajosamente todos os orcs em uma luta sangrenta.

Trailher de Hunt For Gollum Teaser 2 de Independent Online Cinema no Vimeo.

O ator Adrian Webster está em cena em praticamente todos os 40 minutos do filme, e apesar de não ser nenhuma estrela de Hollywood como Viggo Mortensen (o Aragorn de O Senhor dos Anéis), ele consegue mostrar a profunda melancolia do exilado Aragorn – um homem abençoado e amaldiçoado ao mesmo tempo pela sua nobre linhagem, o fardo que ele carrega com dignidade e humildade.

Acima de tudo Webster mostra-se autêntico, assim como os outros atores no elenco, dos heróis aos vilões.

O figurino e a maquiagem é tão boa quanto a de grandes produções de Hollywood, é realmente impressionante como Bouchard consegue aproveitar cada centavo do diminuto orçamento!

Orc: maquiagem digna de Hollywood.

O personagem Gandalf é interpretado por igualmente talentoso e convincente ator, Patrick O’Connor, e talvez o único erro que Buchard comete nessa produção é não ter usado mais Gandalf na trama.

Apesar da beleza do filme, a atmosfera é bastante sombria, pois aqui não temos hobbits por perto para trazer alguma alegria ao filme.

Após a cena da luta com os Orcs, Aragorn rastreia e localiza Gollum, que estava escondido atrás de uma árvore:

Aragorn: Venha aqui, Gollum!

Gollum: Está vindo… está aqui.

Então um cavaleiro negro encapuçado de Mordor aparece repentimanamente na floresta, e o duelo entre Aragor e o espectro em um bosque escuro é material para um bom pesadelo.

Bouchard conduz a história de forma integrada e competente, e a última coisa que você quer é que o filme chegue ao fim.

Resumindo: A Busca por Gollum é um lindo presente, um filme sem fins lucrativos que qualquer um pode assistir gratuitamente em www.thehuntforgollum.com. É sem dúvida alguma resultado de um trabalho feito mais com amor  do que com dinheiro.

Quando perguntado sobre a sua inspiração, Bouchard respondeu: ¨Os filmes de Peter Jackson foram uma homenagem à Tolkien. A Busca por Gollum é uma homenagem à Jackson.¨

Sem dúvida o verdadeiro mago aqui é o diretor Buchard, que mostra frame após frame o cinema como uma das formas mais belas de arte.

Chris Buchard

Assista aqui o filme em HD com legendas em português (não esqueça de selecionar as legendas passando o mouse sobre a janela do filme!).

Fontes: Popmatters, Site Oficial.

O humor do XKCD

O XKCD é um site de humor muito famoso na internet, responsável por tiras que mostram uma simplicidade artística amadora aliada a uma inteligência pouco comum de se ver hoje em dia na rede mundial de computadores.

O responsável pelas tiras é Randall Munroe, um físico que já trabalhou no centro de pesquisas robótica da NASA em Langley, Vírginia. O significado das letras XKCD é um mistério, ou talvez seja apenas mais uma brincadeira desse divertido nerd que alegra milhares de pessoas todas as segundas, quartas e sextas no mundo todo.

Como todo nerd que se preze, ele adora os filmes Star Wars, Star Trek e livros como os de Tolkien.

Veja as geniais tiras abaixo:

Sauron se inspira com a música de Beyoncé!

Gráfico mostrando a interação entre personagens ao longo da história.

Maçãs de Iðunn que permitiam aos Deuses Nórdicos viver até o Ragnarök. J. Penrose, 1890.

A Mitologia Nórdica fascinou Tolkien durante toda a sua vida, e talvez tenha sido a principal inspiração para a criação de toda a Terra-Média.

Tolkien certa vez escrever para um amigo sobre o seu interesse sobre a mitologia, principalmente “na invenção mitológica, e no mistério da criação literária”. Em outro trecho da mesma carta ele comentou que “[a Inglaterra] não tem histórias próprias, não da qualidade que eu procuro, e encontro em lendas de outras terras”.

Muitos consideram com isso que Tolkien pretendia com seu trabalho sobre a Terra-Média criar uma mitologia para a Inglaterra, o que a julgar pela importância de seu trabalho, foi bem sucedido.

Tolkien se interessou muito mais pelos mitos nórdicos, as sagas da islândia, os ciclos finlandeses e a mitologia galesa, do que pelos mitos clássicos gregos e romanos. O primeiro contato que ele teve com este material foi ainda na escola King Edward’s entre 1910 e 1914, e ele sempre acreditou que as histórias eram importantes por si mesmas e não apenas como uma curiosidade acadêmica ou como fonte de significados obscuros.

Beowulf, o matador de dragões da escandinávia.

Tolkien mostrou claramente esse ponto de vista no seu brilhante ensaio “Beowulf: Os Monstros e a Crítica”. Nesse trabalho ele repreende os críticos do antigo poema épico Beowulf por terem perdido completamente o ponto ao reduzir os “elementos fantásticos” apenas a um relato histórico que retratava a sociedade Anglo-saxã, ignorando elementos importantes da narrativa. Ele mostrou que esse “elementos fantásticos” eram intrínsicos à história e que não poderiam ser ignorados, pois eram remanescentes de um passado, pedaços de crenças e uma cultura que eram essenciais para a história. Tolkien assim escreveu no ensaio “Beowulf: Os Monstros e a Crítica”:

“A dragon is no idle fancy. Whatever may be his origins, in fact or invention, the dragon in legend is a potent creation of men’s imagination, richer in significance than his barrow is in gold.” (Um dragão não é uma fantasia ociosa. Quaisquer que sejam suas origens, de fato ou invenção, o dragão da lenda é uma poderosa criação da imaginação de homens, a mais rica em significado do que o tesouro é rico em ouro.)

The Elder Edda

Assim, com essa paixão pelos mitos nórdicos, Tolkien trouxe esse conhecimento ao seu trabalho de ficção. Isso é mais evidente no O Hobbit, onde muitos dos nomes e eventos encontram formas equivalentes nessa mitologia, especialmente no mito cíclico escandinavo conhecido como The Elder Edda.

De fato, e para nossa surpresa, o nome de vários anões e até mesmo o nome do próprio Gandalf, aparece em uma parte ou outra do The Elder Edda!

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J.R.R. Tolkien, o Autor do Século - Tom Shippey

Muitos outros eventos de O Hobbit também estão profundamente enraizados na mitologia nórdica. Um famoso estudioso da obra de Tolkien, Tom Shippey, nota alguns desses paralelos em J.R.R. Tolkien: Autor do Século:

“[Tolkien] took fragments of ancient literature, expanded on their intensely suggestive hints of further meaning, and made them into coherent and consistent literature…” (AOTC pg. 35). ([Tolkien] tomou  fragmentos de literatura antiga, as expandiu em intensidade e significado e o fez em literatura consistente e coerente)

Mas o estudo da linguagem (filologia) desenvolvido por Tolkien também teve grande impacto na sua obra de ficção, e pode-se dizer que a mitologia e a filologia andaram sempre lado a lado.

Muito da mitologia que ele pesquisou na época até hoje não possui tradução para o inglês ou outra língua, e foi a dedicação e o profundo conhecimento que Tolkien tinha de idiomas antigos que permitiram tal feito, inclusive permitindo que ele desenvolvesse ainda mais seu conhecimento em filologia, do ponto de vista da evolução da linguagem.

Podemos concluir que tanto a filologia quanto a mitologia nórdica foram as grandes influências na obra de Tolkien. Foram a fonte onde ele estraiu esse universo maravilhoso e fantástico repleto de elfos, anões, orcs, trolls, magos e até mesmo hobbits.

Fonte: Tolkien Online e Wikipédia